Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas de maio, publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), as condições meteorológicas de abril promoveram o desenvolvimento vegetativo dos prados, pastagens permanentes (semeados e naturais) e culturas forrageiras anuais.

Arroz

A disponibilidade de matéria verde (biomassa) aumentou substancialmente, permitindo suprir as necessidades alimentares dos efetivos pecuários produzidos em regime extensivo. O consumo de concentrados, fenos e silagens, complementos alimentares em regimes de produção mais exigentes, nomeadamente na produção de leite, está a níveis normais para a época.

Todavia, em algumas regiões fronteiriças, em particular na zona Centro, têm-se registado dificuldades na compra de palha e rações industriais, habitualmente provenientes de Espanha, devido às restrições de circulação provocadas pela pandemia de Covid-19.

Obras de manutenção de canais de rega e escassez de água condicionam cultura do arroz 

Embora se tenham iniciado ainda no final de março, as sementeiras das culturas de primavera/verão estão atrasadas, sobretudo em resultado da precipitação de abril, que obrigou a muitas interrupções.

As áreas instaladas no final do mês ainda eram muito reduzidas. No arroz, estão ainda a decorrer maioritariamente os trabalhos de mobilização dos canteiros, mas já se podem antever cenários muito distintos nas principais regiões produtoras: no Baixo Mondego e no Ribatejo, não se estimam variações da área semeada face à campanha anterior; por oposição, no Alentejo, em particular no Vale do Sado, devido às obras de manutenção dos canais de rega de Alcácer do Sal e Grândola, mas também em Odemira, devido à escassez de água na barragem de Santa Clara, prevê-se uma forte diminuição das áreas semeadas (-3 mil hectares).

Globalmente estima-se que a área de arroz se fixe em redor dos 26 mil hectares, 10% abaixo do registado em 2019.