No dia em que se assinala o Dia Mundial da Alimentação e depois da Associação da Indústria Fitofarmacêutica Europeia (European Crop Protection Association – ECPA) anunciar um investimento de mais 14 mil milhões de euros em novas tecnologias e produtos mais sustentáveis até 2030, a ANIPLA reforça que é urgente relembrar um dos maiores desafios que o planeta enfrenta: garantir uma alimentação sustentável para todos.

ANIPLA

Depois do Banco Mundial ter divulgado dados que apontam que em 2021 a extrema pobreza global deverá aumentar pela primeira vez em mais de duas décadas e na semana em que o Comité do Prémio Nobel 2020 assinala e reconhece a importância da Alimentação como elemento essencial para a paz no mundo, é necessário colocar no centro da discussão que para se conseguir produzir cada vez mais alimentos de forma sustentável.

A ciência, a investigação e as boas práticas agrícolas devem caminhar de mãos dadas e falar a uma só voz. Inovação e Investimento é um dos três eixos centrais anunciados pela indústria para garantir o cumprimento dos objectivos de sustentabilidade até 2030, objectivo que a ANIPLA há já vários anos abraça como seu, tendo investido, nos últimos 5 anos, 1 milhão de euros na sensibilização e formação do sector, suportando este compromisso a nível nacional.

«Na ANIPLA acreditamos que o futuro da alimentação depende de um esforço conjunto entre todas as entidades ligadas ao sector, que terão imperativamente de caminhar em conjunto para garantir a sustentabilidade do planeta e a alimentação de todos nós. Uma das preocupações centrais da ANIPLA é garantir que inovação e ciência são postas ao serviço de uma agricultura moderna e, por isso, apostamos todos os anos na formação de centenas de profissionais do setor, permitindo sensibilizar para o recurso a práticas inovadoras e de produção integrada que asseguram milhares de alimentos seguros e produzidos de forma consciente», refere Felisbela Campos, presidente da ANIPLA.

É urgente, e sobretudo na data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação, relembrar que dentro de 30 anos precisamos de continuar a produzir o suficiente para alimentar mais 2,3 mil milhões de pessoas.

«No Dia Mundial da Alimentação do ano em que somos convocados a celebrar a Sanidade Vegetal, é essencial conversar sobre segurança alimentar», continua Felisbela Campos.

«Um ano dedicado ao diálogo sobre a saúde das plantas, ao bem-estar humano e ambiental, celebrado num dos contextos mais imprevisíveis que alguma vez pudemos imaginar, obriga a pensar seriamente no ambiente e na segurança do que comemos e de como ter acesso a alimentos seguros. A importancia de assegurar uma agricultura produtiva nacional que disponibilize alimentos de qualidade em qualquer situação, permite impedir que a actual crise sanitária se transforme numa crise de fome», afirma ainda a presidente da ANIPLA.

Um mundo globalizado, com constantes exportações anuais de alimentos e sistemas alimentares complexos, exige uma cooperação nacional e internacional, intersectorial, cada vez mais estreita, que garanta a segurança dos alimentos. Por isso, falar de sanidade vegetal, do cuidado com a fauna e flora, com os alimentos e com a saúde do ambiente, é falar de Alimentação e assegurar a saúde humana e as gerações futuras . Um tema nem sempre linear e consensual, mas que, na verdade, além de um direito fundamental – conseguido há muito a nível civilizacional – é também uma responsabilidade de todos: produtores, indústrias alimentares, governos e consumidores.