A campanha da pera rocha arrancou no passado dia 12 de agosto e os produtores esperam números mais elevados face às expectativas internacionais.

Texto: Sofia Monteiro Cardoso

As estimativas nacionais rondam as 200 mil toneladas, enquanto o WAPA (World Apple and Pear Association) espera uma diminuição de 6% face ao ano anterior, situando os números em 152 mil toneladas.

Em declarações à Lusa, Domingos dos Santos, presidente da ANP (Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha), afirma que «nas zonas mais a sul, há produções afetadas com a estenfiliose da pereira» devido a “serem zonas mais húmidas” e ao «verão atípico», sendo assim esperada uma certa quebra na produção.

Contudo, o presidente da ANP prevê que «as dinâmicas não fujam ao que foi a campanha anterior», quer em termos de colheita quer de comercialização. Todos os anos mais de 60% da produção portuguesa é exportado para mercados externos.

Este ano a preocupação relaciona-se com o Brasil e o Reino Unido. Se o primeiro se encontra numa situação económica de caráter complicado, o problema da Grã-Bretanha remete à inevitável questão do Brexit. Caso se opte por uma saída sem acordo, terá que se aplicada a pauta aduaneira da Organização Mundial do Comércio, o que irá aumentar consideravelmente os preços.

Devido aos problemas que tal acarreta, não só para os consumidores, mas também para os fornecedores, a associação portuguesa já está à procura de novas opções de mercado, como a China. As exportações vão começar no próximo ano e a ANP pretende participar numa feira de fruticultura, realizada em Xangai, para promover a pera, compreender os protocolos fitossanitários e iniciar a parte comercial.